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Hospital já enviou defesa

ao pedido de intervenção

 

O administrador do hospital Manoel Gonçalves, Josias Gambarelli, comentou o pedido de intervenção feito pela prefeitura junto ao Ministério Público. A informação foi dada pela assessoria de comunicação do governo municipal na semana passada. A intervenção também foi citada por José Oscar Júnior numa audiência pública da Secretaria de Saúde, realizada quarta-feira da semana passada (05/11).

Para Gambarelli, o hospital ainda não foi citado no processo, mas aguardará a decisão do MP. "Vamos nos defender das acusações.", afirma. Ele ainda confirmou que toda a documentação referente ao caso foi encaminhada à promotoria. "Vamos esperar para ver.", conclui.

 

Dívida gera polêmica

Conforme declaração feita na audiência pública, o se cretário José Oscar Júnior disse que todos os repasses do Fundo Municipal de Saúde foram feitos. Gambarelli desmente o fato. "Fizemos o pagamento dos depósitos, emitimos a nota fiscal. Há vários repasses sem ser pagos.", confirma. O valor desse repasse ficaria em torno de R$ 1,4 milhão, que são referentes ao plantão 24h, CTI, entre outros.

Além disso, o administrador justificou que o plantão está sobrecarregado por atendimentos que não são considerados de urgência e emergência. Cerca de 60% dos atendimentos do plantão 24h poderiam ser feito nessas unidades, conforme estatística da coordenação médica do hospital. Um dos resultados é a dificuldade para contratação de médicos para atuar no plantão. "Entendemos que é a melhor opção para o plantão 24h é aqui mesmo. Mas a gente precisa receber para isso. Ninguém trabalha de graça.", justifica.

 

Transporte de materiais de construção

Perguntado sobre o fato do transporte de matérias de construção pela ambulância do hospital, Gambarelli admitiu o erro. "Mas não vimos qualquer perda financeira para o Estado.", comenta. O administrador conta que a UTI móvel está parada desde julho desse ano, quando ocorreu a inauguração do Samu. Ele ainda afirma que existe um contrato firmado com a Secretaria Municipal de Saúde para o uso CTI até o final do ano. Apesar do contrato, os motoristas foram transferidos para o Samu.

Josias Gambarelli estuda uma possibilidade para o melhor uso do veículo adquirido com verba do governo federal. Uma delas é repassar o veículo para alguma instituição.