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Presos apanharam dentro da superlotada velha cadeia
Presos ficaram feridos quando de uma rebelião ocorrida no prédio da velha Cadeia Pública de Itaúna (rua Santana, Centro). O caso levou a intervenção do vereador eugenista Lucinho de Santanense, presidente da Comissão de Direitos Humanos do Legislativo itaunense, e dos seus companheiros de comissão, edil neidista/osmandista Lequinho. A revolta dos presos ocorreu quarta-feira atrasada (11/01). O confronto se deu com os agentes penitenciários (é que a velha cadeia recebeu nome de presídio, sendo administrado pelo estado, via Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), responsável por gerir os presídios mineiros). Na cidade, o Estado começou a construir uma penitenciária (as obras começaram, mas já há falta de pagamento à empreiteira, por parte do Estado, e não se sabe se tudo vai correr bem por lá também). O problema é que há anos a Cadeia local está sempre superlotada. Sua capacidade era para 45 presos. Agora, falam em 60 – porque edificaram mais uma cela... E, no momento, a velha cadeia está com mais de 200 presos enjaulados. O vereador Lucinho de Santanense disse ao jornal que são ao todo 204 presos, conforme contato com o jornal na tarde de segunda-feira. Ele disse que naquele dia iam se encontrar com o juiz criminal para mais providências serem tomadas. A Comissão busca apuração do ocorrido. Ele disse que a TV Alterosa veio até a cidade naquele dia (16/01). "Lá na cadeia está tão cheia, com 204 presos, que estão revesando para dormir...", reclamou o edil itaunense. Lucinho ficou de passar cópia ao jornal das denúncias levadas ao Ministério Público, a reação deste pedindo providências do Poder Judiciário, enfim mais dados do conflito, quem agrediu quem. Porém, Lucinho não repassou nada ao jornal até o fechamento desta edição. O que se sabe até agora, é que alguns detentos saíram machucados nesse confronto (agente penitenciários x presos) lá dentro das celas da velha cadeia. Só no domingo, quando os familiares visitam os presos, é que se tomou conhecimento da tragédia. A Rádio Santana FM divulgou que os parentes constataram presos com hematomas e até ferimentos causados por bala de borracha. Os vereadores procuram o representante do Ministério Público, e o caso chegou até às mãos do juiz criminal Paulo Antônio Carvalho. Um itaunense teve o sobrinho agredido. Ele conversou com o jornal, mas não quer o nome revelado. Disse que obteve apoio do vereador Lucinho, da Comissão de Direitos Humanos. Que procurou o deputado Neider Moreira, mas o retorno que teve é que o político não quis se envolver no caso.
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